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Campanha Salarial 2017: empresas de Rádio e TV oferecem reajuste salarial de 5,44%

As empresas de Rádio e TV ofereceram reajuste salarial de 5,44% em 2017 durante rodada de negociações com a diretoria do Sindicato nesta quinta-feira. O percentual equivale à reposição da inflação pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). Assim, um jornalista que ganha hoje R$ 2.700 por mês passaria a receber R$ 2.846,88, caso a proposta seja aprovada em assembleia.

Para o piso salarial, as empresas propõem reajuste um pouco maior: 6,7%. Assim, a remuneração mínima do segmento seria de R$ 1.800 (TV) e R$ 1.620 (rádio) para jornadas de cinco horas. A diretoria do Sindicato considerou os valores insuficientes e pediu aos representantes das empresas que melhorassem a proposta.

Os mesmos 6,7% seriam aplicados ao auxílio-creche, segundo a proposta patronal. Já para o auxílio-alimentação o reajuste seria de 7,14%, passando dos atuais R$ 438,67 para R$ 470. O Sindicato cobrou das empresas, porém, que haja pagamento retroativo para esses dois benefícios.

Para além da questão econômica, foi reivindicada a inclusão das novas diretrizes curriculares na cláusula sobre estágio – que agora é obrigatório em jornalismo. Os patrões concordaram com proposta do Sindicato de realizar uma pesquisa sobre o perfil do jornalista carioca e com a manutenção da comissão paritária de segurança. As empresas propuseram ainda cláusula que cria um programa interdisciplinar de qualificação profissional.

A proposta patronal de Rádio e TV deve ser apreciada em assembleia de jornalistas que será marcada em breve. A data-base da categoria é 1º de fevereiro.