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Prorrogado prazo para responder pesquisa sobre condições de salário e trabalho nas assessorias de imprensa do Rio

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro decidiu prorrogar até a 0h de segunda-feira, dia 8, o prazo para o envio de respostas à pesquisa de condições de trabalho e salário dos jornalistas que trabalham em assessorias de imprensa no Rio de Janeiro. Assim, mais trabalhadores do segmento terão a oportunidade de responder o questionário. São dez questões básicas, que podem ser respondidas em menos de dois minutos, e que terão grande importância para a diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro nas negociações da Campanha Salarial 2017 das assessorias de imprensa.

O segmento não tem uma nova Convenção Coletiva desde 2012. O acordo firmado à época tem sido renovado automaticamente em suas cláusulas sociais a cada ano, mas as empresas têm se recusado a discutir reajuste e outras compensações econômicas aos jornalistas nas assessorias. Desde 2013, a Diretoria do Sindicato tem chamado os patrões a negociar. O SINCO – sindicato patronal das assessorias – já participou de mesas redondas no Ministério do Trabalho e foi denunciado ao Ministério Público do Trabalho (MPT) – mas as medidas não surtiram efeito. 

Nos últimos anos, o sindicato que representa os patrões trava batalhas com os sindicatos de jornalistas de todo o país, inclusive na Justiça, alegando que assessor de imprensa não é jornalista profissional e, portanto, eles não são obrigados a negociar acordos com as entidades de classe da categoria.

Em janeiro deste ano, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) reconheceu que assessor de imprensa é jornalista em decisão relativa ao dissídio 2015-2016. Os patrões vinham se recusando a negociar com o SJPMRJ sob a alegação de que não empregavam jornalistas, mas o próprio estatuto do SINCO e a abrangência definida na última Convenção Coletiva provaram que o sindicato patronal representa empresas que desempenham funções jornalísticas. Desta forma, a Justiça entendeu que a Convenção Coletiva dos jornalistas em assessorias deve ser celebrada com o SJPMRJ. As empresas recorreram à decisão.

Acreditamos que a pesquisa sobre as condições de salário e de trabalho dos jornalistas em assessorias de imprensa pode ser um instrumento valioso no reconhecimento profissional da nossa categoria e contribuir para uma retomada proveitosa de negociações com as empresas para a Convenção Coletiva 2017. Participe e responda!
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