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Intransigência patronal

Representação das Empresas de Rádio e TV mantém sua proposta para os Acordos de 2015 e 2016 e encerra negociação. Segunda-feira (31/10) tem Assembleia

Em reunião realizada hoje (28), pela manhã, com a Representação das Empresas de Rádio e TV, o patronato manteve sua proposta para as Convenções Coletivas de Trabalho de 2015 e 2016 e deu por encerrada a negociação.

No encontro, o Sindicato dos Jornalistas informou o que foi debatido na Plenária do último dia 21 e insistiu, sem sucesso, na necessidade de avanços nas cláusulas de reajuste salarial, ganho eventual, piso e PPR de 2015.

Na verdade, a reunião desta manhã só se realizou em virtude da Plenária do dia 21, que sinalizou o descontentamento da categoria em relação à proposta patronal e propôs a reabertura da negociação em busca de melhorias.

Como já informamos, o único avanço conquistado em relação à proposta original dos patrões foi o fim do limite de R$ 3.000,00 para o pagamento do “ganho eventual”.

Assembleia na segunda-feira (31)

A Assembleia Geral da categoria está marcada para segunda-feira (31/10) em duas sessões: ao meio-dia, no auditório do Colégio Divina Providência (Rua Lopes Quintas 274, Jardim Botânico) – o local e o horário foram solicitados para atender jornalistas que trabalham ou residam na Zona Sul; e às 20h, na sede do Sindicato (Rua Evaristo da Veiga 16, 17º andar- Centro) – para os profissionais que trabalham próximo ao Centro.

Podem participar da Assembleia jornalistas profissionais que atuam na radiodifusão, sindicalizados ou não, desde que apresentem comprovante de registro profissional – como as carteiras de trabalho ou de filiação ao Sindicato ou à Fenaj. As propostas em debate na assembleia serão apreciadas em votação secreta.

Participe e chame os colegas!

O que defendemos na reunião de hoje?

Reajuste salarial

– 7,13% de reajuste salarial a partir de fevereiro de 2015;

– 8% de reajuste a partir de fevereiro de 2016;

– Aplicação da diferença (3,06%) entre o proposto anteriormente (7,13% e 8%) e os 19,24% (INPC pleno de 2014 a 2016) – paga no mês de fechamento da CCT ou até janeiro de 2017 (a proposta patronal leva a uma perda de 6,1%).

– Pagamento do retroativo do reajuste com base em 8% e não em 5% como na proposta patronal.

Ganho eventual

– Na empresa que adiantou 7,13% em 2015, “ganho eventual” de 50% do salário-base (cinco horas) reajustado;

– Na empresa que não adiantou nada em 2015, “ganho eventual” de 100% do salário-base (cinco horas) reajustado.

– Vale ressaltar que a perda de massa salarial nos últimos dois anos chega a 2,1 salários.

Piso Salarial

– O Sindicato defende o que foi conquistado judicialmente (piso de R$ 2.432,72); ou que a questão não conste da CCT. O piso proposto pelos patrões está muito abaixo das decisões judiciais, não considera a inflação de 19,24% e não reconhece o ganho real de 1%.

– A entidade vê como melhor saída deixar o ponto para uma negociação futura ou para decisões judiciais isoladas. Vale também ressaltar que a valorização do piso é importante para todos os jornalistas, uma vez que ela impacta (para cima) toda a estrutura de salários.

PPR (Programa de Participação dos Resultados) 

Para 2015, pagamento da PPR seguindo as regras do acordado em 2014 – até 31/01/17, com os valores transformados em auxílio-alimentação.

Todos à Assembleia!