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Nesta quinta-feira, dia 18/1, acontece a primeira rodada de negociação da Campanha Salarial de 2018 dos jornalistas que trabalham nas emissoras de rádio e TV

Mais dinheiro no bolso e emprego na carteira

Você pediu, você ganhou. Sintonizada com a pesquisa de opinião feita pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro junto aos jornalistas que compõem a categoria profissional, a Campanha Salarial 2018 apresenta seus temas principais: aumento real de salário e iniciativas em defesa do emprego dos profissionais de jornalismo. O que todo jornalista carioca sabe é que, nesse momento, é preciso ter mais algum dinheiro no bolso e conseguir a manutenção do emprego com carteira assinada, diante da reforma trabalhista que representa um retrocesso nas relações entre patrões e empregados no país.

A pesquisa de opinião revelou como o sindicato deve pautar suas negociações este ano. Reajuste salarial é importante para 87,80% dos jornalistas; aumento real de salário (82,90%) e plano de saúde (82,90%) também estão entre as principais reivindicações dos jornalistas cariocas ouvidos na pesquisa feita pelo Sindicato. Obviamente que os patrões, na tradicional queda de braço da negociação salarial, só cederão se os jornalistas pressionarem.

Por isso mesmo é muito importante que você entenda que há argumentos de sobra para fazer valer os direitos da categoria. Para não cansar sua beleza, com a ajuda da cientista política Jessica Naime, do Dieese, vamos destacar três razões por que os jornalistas do Rio merecem ganhar mais algum, além do que foi comido pela inflação.

1. Como se sabe, as redações têm sofrido grandes reformulações em função da suposta crise do setor, o que impactou bastante no trabalho dos jornalistas. Provavelmente a maioria deles tem ganhado mais trabalho diante da redução do quadro de pessoal. Há, portanto, necessidade de uma compensação, por meio do aumento real de salário. Esse aumento vai ajudar os profissionais a saírem do sufoco vivido com o estresse de acúmulo de trabalho e a perda de companheiros que foram demitidos.

2. Qualquer economista de botequim sabe que as perdas salariais tornam-se ainda maiores num quadro de recessão e inflação alta que o país vinha enfrentando desde 2014. A recomposição salarial mais um aumento real poderia contribuir para levar os salários ao patamar que tinham naquele ano, quando o país começou a sair dos trilhos.

3. Diante da inflação mais baixa (a taxa acumulada de 2017 ficou em 2,07%, o menor índice desde 1994), as categorias profissionais têm conquistado aumento real. Sessenta por cento das categorias no Brasil conseguiram aumento real em 2017.

A média dos salários dos trabalhadores que estão sendo contratados para substituir os demitidos é 27% menor. Quem assume os novos postos de trabalho entra ganhando menos, uma fórmula que tem sido aplicada pelos patrões do setor desde a década de 1980.

Como se não bastassem todos esses argumentos, ninguém duvida que este será um ano de bastante trabalho para os profissionais de jornalismo no país e, por consequência, no Rio. Além da cobertura das eleições para presidente e governadores, haverá Copa do Mundo na Rússia. Com o aumento do ritmo e das atividades profissionais, certamente deveriam ser repassados aos jornalistas os ganhos de produtividade, na forma de um aumento real.

Não se deixe intimidar pelas demissões. Mais do que nunca esta é a hora de o jornalista se unir aos seus colegas e apoiar as ações do nosso sindicato, em benefício da categoria. Participe com sugestões, pessoalmente, por e-mail ou por telefone.

Acompanhe a Campanha Salarial 2018.