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NOTA DE LUTO

A diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro está de luto. Morreu hoje um colega, importante e consagrado jornalista, vice-presidente da Comissão de Ética da Entidade do SJPMRJ: Celso de Castro Barbosa.

Polêmico, inteligente e muito culto, este carioca, botafoguense, apaixonado-devoto de Elis Regina, descobriu a paixão pelo jornalismo ainda criança e teve sua carreira pontuada pela alta qualidade do exercício da profissão que escolhera.

Celso colecionava amigos, sem jamais deixar de externar o que pensava. Crítico do momento político do País – se dizia ex-Petista, jamais anti-Petista – condenava duramente a postura de certas instituições, incluindo empresas onde trabalhou por anos e conquistou seus mais amados e fieis amigos.

O diabetes consumiu a sua saúde, mas jamais embaçou sua sagacidade ou fez desandar o irônico e agridoce senso de humor.

Foi-se embora numa sexta-feira radiante, de céu azul turquesa, numa manhã-espetáculo do inverno do Rio. A natureza se enfeitou toda para receber este amado companheiro.

Daqui, a gente vai continuar na luta, na dura batalha de tentar fortalecer este Sindicato, de renovar o jornalismo por cima, pela qualidade, como o Celso praticou por toda a vida: com inteligência, ética e verdade, imprimindo seu estilo elegante ao texto que cativava o leitor.

Descanse em paz, Celso! Que você encontre seus ídolos na Eternidade.

Beijos dos companheiros da Chapa 4.

Em tempo: FORA TEMER!

Alguns depoimentos de amigos jornalistas de Celso, postados nas redes sociais:

“Só comigo, Celso brigou e fez as pazes dezenas de vezes em – vamos arredondar – 30 anos de amizade. Obviamente, muitos deixaram de fazer as pazes na segunda, terceira ou quarta desavença. E não sabem o que perderam. Porque, muito longe da unanimidade, Celso era um amigo de carregar no peito até o fim”. Alexandre Medeiros.

 

“Coisa rara, Celso De Castro Barbosa gostou dessa sua foto comigo na comemoração do aniversário dele no Bar Lagoa. Ficarei com essa lembrança boa de todas as madrugadas, todas as bebedeiras, todas as brigas e todas as reconciliações. Ele era fascinação e sonhou os sonhos mais lindos. Não viveu todos eles, mas quem há de…”. Oscar Valporto.

 

“Nossas trilhas musicais nunca mais serão as mesmas”. Lucia Guerra