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Sindicato reivindica a patrões o fim de jornadas estendidas e do banco de horas ‘negativo’

campanha_salarial_2014_adO Sindicato incluirá na pauta de reivindicações negociada com os patrões o fim de jornadas superiores a seis dias sem folga e do sistema de banco de horas que obriga o jornalista a começar o mês ‘devendo’ 21 horas. A ação faz parte da ofensiva da entidade para destravar as negociações da campanha salarial de 2014. Na reunião desta quarta-feira (07/05), as empresas de radiodifusão permaneceram irredutíveis na proposta que só repõe a inflação pelo INPC, o menor índice apurado no país (5,26%), não concede aumento real, fixa pisos salariais irrisórios (de R$ 1.100 a R$ 1.250) e concede valor de face nos tíquetes alimentação e refeição que não passam de R$ 7,69 por dia. A pauta atualizada será entregue ao sindicato patronal nos próximos dias.

As 21 horas descontadas mensalmente, que seriam referentes aos sábados não trabalhados, e as jornadas estendidas para além do que prevê a lei são uma realidade na esmagadora maioria das redações do Rio de Janeiro. O Sindicato entende que somente com regras mais claras, e amparadas pela convenção coletiva, podem mudar para melhor a realidade do jornalista carioca. Isso sem falar que essas práticas são ilegais. Além destas propostas, o Sindicato luta por um reajuste de 11,47% (referente a 7,26% do IPCA medido na cidade mais 5% de aumento real), piso salarial de R$ 4.927 e tíquetes de alimentação e refeição superiores a R$ 20 por dia.

Confira todas as propostas da nossa pauta de reivindicações

Há ainda a luta por medidas que amparem e protejam o jornalista diante de um cenário tenebroso enfrentado pela categoria, com agressões vindas de todos os lados. As cláusulas de segurança preveem, por exemplo, a obrigatoriedade de equipes de apoio em coberturas externas e a listagem precisa de equipamentos de proteção individual adequados para os profissionais. Já a inclusão do Código de Ética da convenção daria respaldo legal ao jornalista que se recusar a executar tarefas que firam os princípios éticos e morais da profissão, como prevê a cláusula de consciência. Os patrões relutam em aceitar tais medidas, que não representam custo algum às empresas.

Para reverter esse quadro e afirmar as nossas reivindicações, é preciso unidade e mobilização. O Sindicato anuncia nos próximos dias uma série de atividades para disseminar as propostas da campanha salarial entre as redações. Estão previstas assembleias descentralizadas próximas aos locais de trabalho e uma campanha nas redes sociais para mobilizar a categoria e esclarecer pontos da negociação. Uma nova assembleia geral da categoria deverá acontecer até o fim de maio. E a sua participação é essencial.