O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro encaminha hoje ofício à Secretaria Estadual de Segurança Pública, por meio da Subsecretaria de Inteligência e da Corregedoria Geral Unificada, para cobrar a apuração das agressões contra jornalistas que cobriam o Grito dos Excluídos, manifestação ocorrida neste domingo (07/09), no Centro. A entidade reivindica investigação sobre os agressores do repórter Patrick Granja, do jornal A Nova Democracia, e dos fotógrafos Rafael D’aguerre, Alexandro Auler e Reynaldo Vasconcelos. Eles foram alvo de golpes de cassetete e de jatos de spray de pimenta. Os diretores do Sindicato Camila Marins e Samuel Tosta acompanharam a manifestação e denunciaram a violência contra jornalistas ao tenente-coronel Heitor Henrique Rosa Pereira, que coordenava a operação. Uma cópia do documento será encaminhada ao Ministério Público estadual.
O ofício à Segurança Pública também solicita mais clareza na comunicação da Polícia com os jornalistas e o Sindicato. Ontem, os profissionais não souberam identificar e nem foram informados sobre quem seria o ouvidor designado pela Secretaria de Segurança para acompanhar a manifestação. A criação desse posto já para a passeata de domingo foi uma promessa do órgão após reunião com entidades da categoria dos jornalistas e profissionais na última quinta-feira (04/09).
Patrick Granja registrou seu caso na 5ª DP e enviou o registro de ocorrência ao Sindicato, que orienta igual procedimento a todos os jornalistas que sofrerem violência no exercício da profissão, parta de onde partir. O documento pode ser enviado para o e-mail denuncia@jornalistas.org.br ou entregue na sede da entidade, que fica na Rua Evaristo da Veiga 16, 17º andar, na Cinelândia. Jornalistas vítimas de violência podem ainda denunciar pelo Whatsapp do Sindicato (99439 2951) e pelo aplicativo Lide.
Além de servirem para a cobrança às autoridades, os registros de ocorrência também ajudam a aperfeiçoar a estatística de violência contra jornalistas no Rio, medida pelo Sindicato a partir de casos ocorridos desde maio do ano passado. Os dados têm contribuído para dar visibilidade nacional e internacional ao problema. O relatório compila casos de morte, agressão e hostilidade contra profissionais de imprensa, blogueiros e cidadãos empenhados na busca e na divulgação de informações. Confira.
Jornalistas pedem o fim da violência
Com faixas e manifesto em mãos, membros da diretoria e da Comissão de Segurança marcaram presença na 20ª edição do Grito dos Excluídos para levar a mensagem pelo fim da violência contra jornalistas. O manifesto, lançado na semana passada, teve boa acolhida entre o público presente. Muitos ressaltaram a importância de o Sindicato participar dos atos e observar o tratamento dado à imprensa pelas forças de segurança e pelos movimentos sociais.