O Sindicato vai informar periodicamente o Ministério Público do Trabalho (MPT) sobre o andamento das negociações salariais dos jornalistas de rádio e TV do Rio. Se necessário, a Procuradoria poderá intervir e fiscalizar as empresas por práticas antissindicais ou por desrespeito aos direitos dos trabalhadores. Essa foi a solução encontrada após novo impasse criado pelas emissoras, que se recusam a aceitar a mediação da Procuradoria do Trabalho.
Aprovada em assembleia dos trabalhadores, a mediação do MPT poderia dar mais rapidez e eficácia na busca por um acordo salarial justo. Agora, Sindicato e empresas voltam à discussão para resolver impasses relativos ao pagamento do reajuste de 7,13%, relativo ao INPC de fevereiro, e a elevação do piso salarial do segmento para os R$ 2.432,72 do piso regional.
A resposta intransigente das empresas foi comunicada pela única representante do sindicato patronal – uma advogada – presente à reunião com o Sindijor-Rio e a procuradora Deborah Felix na tarde desta terça-feira (02/06). Esse foi o segundo encontro marcado pelo MPT para solucionar o impasse nas negociações de rádio e TV. No primeiro, em maio, as empresas faltaram, apesar de terem sido convocadas.
Durante o encontro, a advogada das empresas negou que haja impasse e acusou os trabalhadores de retardarem as negociações. A presidente do Sindicato, Paula Máiran, lembrou à procuradora, porém, que a entidade patronal cedeu a práticas antissindicais ao enviar para os funcionários das emissoras do Rio um comunicado baseado em informações falsas.
A procuradora Deborah Felix deliberou pelo sobrestamento por 40 dias da proposta de mediação e solicitou relatórios ao Sindicato para monitorar a negociação. Ela também informou que vai fiscalizar as denúncias de irregularidades nas empresas, como a fraude nas relações trabalhistas, problemas com o banco de horas e o desrespeito à jornada em escalas irregulares. Por fim, alertou que, caso a negociação ganhe contornos de conflito, o caso pode ser encaminhado para dissídio judicial.
Patrões de Jornais e revistas prometem nova proposta
O Sindicato também se reuniu nesta terça com os representantes das empresas de jornais e revistas – outro segmento em que há impasse nas negociações. Desta vez, os empresários acenaram com o envio de uma nova proposta na próxima semana, já que a última – que previa parcelamento do reajuste e do retroativo – foi rejeitada pelos jornalistas em assembleia em maio. O Sindicato informou que não há interesse em fixar na convenção um valor de piso inferior ao sancionado no mês passado pela Assembleia Legislativa do Rio.
Já as negociações com as empresas de assessoria de imprensa serão retomadas no dia 16. Essa mediação ocorre, desde março, com auxílio da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Rio. Há impasse sobre o valor a ser adotado como piso desse segmento da categoria na capital.
O Sindicato convocará assembleias este mês para discutir com os jornalistas o andamento das negociações. Fique atento ao nosso site e redes sociais. Inscreva-se no nosso Whatsapp para receber os alertas da campanha salarial (21) 99439-2951.