A próxima assembleia da campanha salarial unificada dos jornalistas do Rio será na segunda-feira (22/06) em duas sessões: uma às 11h, na sede do Sindicato (Rua Evaristo da Veiga 16, 17º andar , no Centro) e outra às 21h no restaurante Enchendo Linguiça (Avenida Mem de Sá 132, Lapa). É importante a participação de todos os jornalistas, pois serão apreciadas as últimas contrapropostas apresentadas pelos sindicatos patronais de jornais e revistas e de rádio e TV. Esta será a oitava assembleia da campanha salarial, iniciada em novembro do ano passado.
Nesta terça (16/06), chegaram ao Sindicato abaixo-assinados com cerca de 180 assinaturas de funcionários do jornalismo da Rede Globo, local onde trabalham mais de 900 jornalistas. Os documentos solicitaram a realização de assembleia já no dia seguinte, esta quarta-feira (17/06), com o objetivo de ‘decidir a campanha salarial de 2015’. A data escolhida, no entanto, é a véspera da próxima rodada de negociações entre o nosso Sindicato os patrões de rádio e TV (veja aqui como foi a negociação). As empresas devem apresentar uma nova proposta nesta rodada, marcada para às 11h de quinta (18/06).
O Sindicato esclarece que as empresas têm criado obstáculos ao bom andamento da negociação de um acordo salarial justo. Além de sugerir propostas que representam retrocesso, como a recusa em aceitar o piso regional de R$ 2.432,72, as empresas de rádio e TV rejeitaram a mediação do Ministério Público do Trabalho nas negociações. Essa proposta foi aprovada na última assembleia da categoria – a sétima desta campanha salarial.
A Procuradoria do Trabalho, porém, decidiu monitorar a campanha salarial dos jornalistas e fiscalizar eventuais irregularidades cometidas pelas empresas durante as negociações – especialmente em relação às práticas antissindicais.
Já as empresas de jornais e revistas, em negociação na semana passada, propuseram duas alternativas para o reajuste e o piso. Uma fixa a correção dos salários em 7,13%, relativo ao INPC, mas com piso de R$ 1.550 para jornadas de cinco horas – valor R$ 932,72 inferior ao piso regional. A outra proposta prevê reajuste de 7,13% para quem ganha até R$ 5.000 e um adicional de R$ 356,50 para os salários superiores. Por essa alternativa, não seria fixado piso na convenção – valendo, na prática, o piso regional. O reajuste retroativo a fevereiro seria pago em parcelas nas duas alternativas.
As empresas de rádio e TV querem dar 7,13% do INPC e pagar de forma parcelada o retroativo. A proposta patronal prevê piso salarial de R$ 1.446,25 (rádio) e R$ 1.606,95 (TV) – respectivamente R$ 986,47 e R$ 825,77 abaixo do piso estadual.