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CCT 2026/RADIODIFUSÃO – PATRÕES AVANÇAM NA PROPOSTA DE REPOSIÇÃO INTEGRAL DA INFLAÇÃO, MAS AINDA NEGAM AUMENTO REAL

O sindicato patronal de radiodifusão levou seis rodadas de negociação para finalmente apresentar uma proposta que chega, pelo menos, ao mínimo pedido pelos jornalistas na sua Pauta de Reivindicações visando a Convenção Coletiva de Trabalho de 2026: a reposição da inflação acumulada de 4,30% no período de 1º de fevereiro de 2025 a 31 de janeiro de 2026 para salários e benefícios (inclusive o auxílio alimentação).

Na reunião realizada nesta segunda-feira (30/3), os patrões aceitaram a proposta encaminhada na Pauta dos jornalistas de reajuste salarial de 100% da inflação acumulada – mas ainda não oferecem nada em relação ao aumento real, que tem o objetivo de recuperar perdas passadas.

A retroatividade à data-base (1º de fevereiro), um tabu entre o patronato de radiodifusão, continua sendo negada sob a cortina de fumaça do abono salarial. O abono proposto é de 8,60% sobre os salários vigentes em 31 de janeiro de 2026.

A Comissão de Negociação do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro admite a melhora da posição patronal nas negociações, mas ressalta que o não atendimento à reivindicação de aumento real prejudica o fechamento de um acordo. Outras questões ficaram para nova reunião a ser agendada: comissão de segurança e segurança no exercício profissional; assim como cláusulas sobre CIPA e assédios.

A questão do vale-refeição/alimentação é outra pedra no caminho. O que o Sindicato dos Jornalistas exige das empresas, em ofício já enviado, é simplesmente transparência na aplicação do índice de reajuste do benefício.

O trabalhador valorizado, reconhecido pelo seu trabalho e dedicação, é, seguramente, um ativo para a empresa e um gestor de sucesso.

Os jornalistas, que têm participado ativamente das assembleias e plenárias na Campanha de 2026, estão mobilizados por um bom acordo. Fortaleça, você também esta luta!

 

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