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SJPMRJ/CINECLUBE EXIBE “CHEIRO DE DIESEL”, DOCUMENTÁRIO SOBRE VIOLAÇÕES DAS FORÇAS ARMADAS NAS OCUPAÇÕES EM COMUNIDADES DO RIO

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro retoma nesta quinta-feira (28/5), às 18 horas,  as atividades do Cineclube Geneton Moraes Neto, no auditório João Saldanha (Rua Evaristo da Veiga 16, 17º andar, no Centro).   O espaço é destinado a exibição de audiovisuais com a temática acerca da liberdade de expressão e de imprensa, dos jornalistas e sua luta cotidiana no respeito aos seus direitos e a defesa do Estado Democrático de Direito.

E a estreia, marcada para esta quinta-feira, só poderia ser em grande estilo, com a exibição do premiado “Cheiro de Diesel”, sob a direção primorosa de Natasha Neri e Gizele Martins. Vencedor de dois prêmios no Festival do Rio, ‘Cheiro de Diesel’ denuncia violações de direitos humanos em comunidades ocupadas pelas Forças Armadas a partir de decretos presidenciais de Garantia da Lei e Ordem (GLOs). Após a exibição do filme, haverá um debate com as diretoras Natasha Neri e Gizele Martins.

A direção do Sindicato vê no cineclube um espaço cultural que vai permitir não apenas reforçarmos nossos laços comunitários, mas também abrir espaço para um debate produtivo sobre os rumos da profissão e seus desafios e a luta por uma sociedade mais justa e igualitária.

Abaixo segue o release, a ficha técnica e demais informações sobre o filme.

NO MÊS EM QUE O GOLPE MILITAR COMPLETA 62 ANOS, CHEIRO DE DIESEL, DOCUMENTÁRIO SOBRE OS TRAUMAS DEIXADOS PELA INTERVENÇÃO FEDERAL NAS FAVELAS DO RIO, CHEGA AOS CINEMAS BRASILEIROS

Vencedor de dois prêmios no Festival do Rio, ‘Cheiro de Diesel’ denuncia violações de direitos humanos em comunidades ocupadas pelas Forças Armadas a partir de decretos presidenciais de Garantia da Lei e Ordem (GLOs)

Depois de estrear no Festival do Rio e conquistar o Prêmio Especial do Júri e o prêmio de Melhor Documentário pelo Voto Popular, CHEIRO DE DIESEL, dirigido por Natasha Neri e Gizele Martins, chega agora ao circuito comercial. Com distribuição da Descoloniza Filmes, o longa-metragem estreia nos cinemas brasileiros no próximo dia 2 de abril.

A semana escolhida é simbólica porque traz à memória duas feridas ainda abertas na história do país: o Golpe Militar, que deu início a uma ditadura de mais de três décadas no Brasil, e completa 62 anos no dia 1º de abril; e a invasão das Forças Armadas na Favela da Maré, no Rio de Janeiro, iniciada há 12 anos (5 de abril de 2014) sob o pretexto de “pacificar” a região.

O filme registra os traumas deixados pela ocupação de favelas e morros do Rio de Janeiro pelas Forças Armadas a partir de decretos presidenciais de Garantia da Lei e Ordem, as GLOs. No documentário, moradores das favelas da Maré e da Penha, na zona norte da capital, e do Morro do Salgueiro, em São Gonçalo, relatam a rotina de medo e tensão durante a presença de soldados armados com fuzis e tanques de guerra nas ruas.

As ocupações ocorreram entre 2014 e 2015 — período dos preparativos para a Copa do Mundo — e voltaram a acontecer entre 2017 e 2018. Ao longo do filme, moradores denunciam violações de direitos humanos, ameaças constantes e, em um depoimento marcante, o caso de tortura cometido contra moradores da Penha numa “sala vermelha”, em um quartel do Exército.

O longa é dirigido por Natasha Neri, documentarista premiada por Auto de Resistência, vencedor do É Tudo Verdade em 2018, e por Gizele Martins, jornalista comunitária da Favela da Maré, que conduz os depoimentos e faz sua estreia na direção. Gizele acompanhou o processo de ocupação de favelas pelas Forças Armadas de perto, como moradora, jornalista e integrante da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado.

“O cotidiano foi de invasão às escolas, aos postos de saúde, às casas, revistas constantes, assassinatos e a censura dos comunicadores comunitários. Sofremos muitas violações. A Maré foi laboratório para o que ocorreu no Rio de Janeiro em diversas favelas durante o governo de Michel Temer, em 2017 e 2018”, afirma.

CHEIRO DE DIESEL é uma produção da Amana Cine e Baracoa Filmes, com coprodução do Canal Brasil, apoio da RioFilme, distribuição da Descoloniza Filmes e distribuído com a parceria da RioFilme, órgão que integra a Secretaria de Cultura da Prefeitura do Rio. O longa, que acompanha ainda a luta dos moradores por justiça e reparação coletiva, chega aos cinemas no dia 2 de abril.

SINOPSE

CHEIRO DE DIESEL retrata os traumas coletivos da militarização das favelas do Rio de Janeiro ocupadas pelas Forças Armadas durante os megaeventos esportivos. A partir de vozes de dentro das favelas, o filme documenta a luta por justiça e reparação de vítimas de violações de direitos humanos.

AS DIRETORAS

Natasha Neri é jornalista, cineasta, mestre em Antropologia e em Direitos Humanos e pesquisadora em Justiça Criminal. Dirigiu o longa Auto de Resistência, ganhador do É Tudo Verdade (2018), qualificado para o Oscar de Melhor Documentário e indicado ao Prêmio de Direitos Humanos do IDFA, além de mais de 20 curtas de impacto.

Gizele Martins, nascida e criada na Favela da Maré, é jornalista, Doutora em Comunicação, comunicadora comunitária e defensora de direitos humanos. Vencedora do Prêmio Vladimir Herzog (2024), é autora do livro “Militarização e Censura – A luta por liberdade de expressão na Favela da Maré”. CHEIRO DE DIESEL é seu primeiro filme.

FICHA TÉCNICA

Direção: Gizele Martins e Natasha Neri

Produção: Mariana Genescá e Gabriel Medeiros

Roteiro: Gizele Martins, Natasha Neri e Juliana Farias

Montagem: Gabriel Medeiros

Direção de Fotografia: Leo Nabuco

Fotografia adicional: Lula Carvalho

Som direto: Akira Band, Dudu Falcão e Vini Machado

Produção executiva: Mariana Genescá

Pesquisa: Natasha Neri, Gizele Martins, Juliana Farias, Naldinho Lourenço, Irone Santiago, Vitor Santiago, Edrilene Neves, Irone Santiago, Jefferson Luiz Rangel Marconi

Assistente de Direção: Rachel Camara e Paula Malheiros

Coordenador de pós-produção: João Gila

Trilha Sonora Original: Alberto Continentino

Supervisão e Design de Som: Bruno Armelin

Mixagem: Bernardo Deodato

 

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