Uma noite de festa da valorização do jornalista, da liberdade de imprensa e expressão e da democracia. Assim foi a entrega da Moção de Reconhecimento ao Sindicato pelos seus 90 anos em defesa dos jornalistas, ontem (30), na Câmara dos Vereadores, em uma iniciativa do vereador Felipe Pires PT/RJ.
Abaixo a fala da presidenta do SPMRJ, Virgínia Berriel, no encerramento do evento.
O SINDICATO DOS JORNALISTAS DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO foi fundado em 13 de fevereiro de 1935, numa assembleia na sede da ABI. Funcionou provisoriamente no Sindicato dos profissionais da Marinha Mercante, onde aconteceram as reuniões que resultaram na aprovação do primeiro Estatuto da entidade, em 19 de junho de 1935. Entre os fundadores, destacavam-se nomes importantes da vida política, social e literária do país: Austregésilo de Athayde, Evandro Lins e Silva e Sérgio Buarque de Holanda.
O Sindicato Carioca nasceu atuante. Participou da Comissão Parlamentar que regulamentou a Lei do salário Mínimo; atual na discussão do projeto do Código Criminal; fez lobby na Comissão de Legislação Social da Câmara para que a profissão de jornalista fosse regulamentada, o que ocorreu por meio do Decreto nº 910 de 30 de novembro de 1938, e encaminhou anteprojeto à Câmara Municipal estabelecendo descanso aos domingos
O Sindicato do Rio também tem o mérito de ter ajudado a fundar o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo. Armando Peixoto foi o primeiro presidente do Sindicato Carioca. A entidade tinha profissionais empenhados na organização e defesa da Categoria, o que faz até hoje.
O Sindicato Carioca, tem se reinventado ao longo desses 90 anos de existência, mas nunca deixou de representar os e as jornalistas, sejam eles e elas empregados das emissores de Rádio e Televisão como a TV Globo, Band, RecordTV, SBT, RedeTV, EBC e ou empregados de Jornais e Revistas, mas também lutamos contra as mazelas da Pejotização, que causou precarização e perda de direitos a Categoria;também lutamos em defesa da regulamentação das Big Techs, que utilizam o conteúdo jornalístico, elas devem pagar por sua utilização; e pela PEC do Diploma, vamos resgatar que a obrigatoriedade do diploma, para o exercício da profissão caiu no STF, em 2009, uma verdadeira aberração, que tem permitido qualquer influencer e demais pessoas escrevam texto e artigos como se jornalistas fossem. Razão pela qual as redes estão inundadas de desinformação e ódio.
Defendemos os direitos de todos os jornalistas, sejam eles contratados através da CLT, com carteira assinada e ou como Pessoa Jurídica, bem como os e as Assessores de Imprensa, que são jornalistas e fazem um trabalho primoroso.
Mas para além de defender os direitos dos jornalistas, defendemos o jornalismo, a comunicação pública e principalmente a nossa Democracia. A nossa defesa a esses preceitos é inegociável.
Viva todos e todas as Jornalistas!
Viva o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro!
Veja a íntegra da solenidade em https://www.youtube.com/live/GR9yFZ0jhtM?si=T4rRdGCqYxvhG7A4




