Enquanto os trabalhadores lutam pelo fim da escala 6×1, os gestores do jornal O DIA vão na contramão de uma relação de trabalho mais humana, salários mais justos e com pagamento em dia e criaram a jornada de trabalho/pagamento “a cada dois meses de trabalho receba um”. A artimanha empresarial é sofisticada e consta até em contrato, em aditivo em uma das cláusulas, obtido pelo Sindicato.
Com uma redação composta por 44 jornalistas contratados na forma de Pessoa Jurídica (PJ) e somente três como CLT, o contrato de O DIA é um deboche à dignidade do trabalhador. O salário oferecido ao jornalista PJ já é um acinte: vai de R$ 2.500,00 a R$ 2.900,00.
Mas o descaso com o trabalhador não fica por aí. O contrato estipula na cláusula segunda – do preço e da forma de pagamento, em aditamento, que “que a data limite para pagamento dos serviços prestados é o dia 30 (trinta) do mês seguinte ao vencido, através da apresentação de nota fiscal emitida pelo CONTRATADO.
Trata-se de uma afronta sem precedente ao jornalista e sua força de trabalho. A cada mês trabalhado, espera-se 30 dias para receber o pagamento que deveria ser feito até cinco dias do mês subsequente. Dessa forma, na data de hoje (25/1) os jornalistas de O DIA ainda não receberam os salários correspondentes a dezembro.
O Sindicato já encaminhou à sua assessoria jurídica um contrato de trabalho que teve acesso para análise e estudo das medidas cabíveis contra esse absurdo.
O SJPMRJ exige o pagamento mensal, piso salarial digno e revisão do atual contrato de trabalho, que frauda os direitos do trabalhador.




