Em uma reunião considerada produtiva por parte da Comissão de Negociação do Sindicato, realizada na manhã desta quarta-feira (11/3), os representantes das empresas de jornais e revistas apresentaram sua contraproposta à Pauta de Reivindicações dos jornalistas visando a Convenção Coletiva de Trabalho 2026/2027.
A proposta patronal considera a reposição integral da inflação acumulada de 1º de fevereiro de 2025 a 31 de janeiro de 2026 de 4,3% para os pisos salariais, 4,0% para salários de até R$ 12 mil e de R$ 600 para quem ganha acima desse patamar. Também está garantida a retroatividade à data-base dos jornalistas, em fevereiro, com aplicação do índice de 4,3%.
Mas se no aspecto econômico a proposta patronal apresenta um cenário animador para a categoria, mesmo levando-se em conta a ausência de alguma referência ao aumento real de 5% – item integrante da pauta dos jornalistas, a negação de qualquer reajuste no Vale Alimentação/Refeição, no âmbito dos benefícios sociais, cai como um balde água fria nas negociações para o fechamento de um acordo.
À exceção do Vale Alimentação/Refeição, todos os outros benefícios foram contemplados com o reajuste cheio da inflação acumulada no período – de 4,3%. O reajuste do item alimentação virou uma espécie de vilão para os patrões, tanto nas negociações do segmento impresso como rádio e TV.
Mas o fato é que para os trabalhadores este é um item que tem um peso fundamental no fechamento das suas contas. E comer fora de casa está muito caro. Dados do Dieese apontam que a inflação acumulada no período para a data-base dos jornalistas do Rio de Janeiro foi de 6,73% – o índice Brasil foi de 7,06%.
A diretoria do Sindicato definirá até esta sexta-feira (13/3) sobre a realização de uma plenária ou assembleia para discussão com a categoria, com a divulgação de data e horário.
CCT 2026.2027 – PAUTA DE REIVINDICAÇÕES.pdf




