Em reunião realizada nesta quinta-feira (12/3), pela manhã, com o Sindicato, a bancada patronal de rádio e tv manteve sua proposta indecente à pauta de reivindicações dos jornalistas, visando a Convenção Coletiva de Trabalho 2026l/2027. A proposta, já rechaçada por unanimidade pelos jornalistas em plenária realizada na terça-feira (10), é sem dúvida alguma uma das piores apresentadas pelos patrões em mesas de negociação.
A proposta indecente dos patrões supera em muito àquela do filme de 1993, que não chegou a ganhar nenhum Oscar. Mas certamente teria levado a estatueta caso o roteiro fosse construído no que é oferecido aos trabalhadores: 3,8% de aumento nos salários, no acumulado de 1º de fevereiro de 2025 a 31 de janeiro de 2026, para uma inflação de 4,3% no período, de acordo com o INPC medido pelo IBGE e zero de reajuste no Vale Refeição/Alimentação.
A proposta aprovada pelos jornalistas e encaminhada pelo Sindicato é clara e está longe da afronta apresentada pelos patrões: reajuste salarial de 100 por cento da inflação acumulada de 1º de fevereiro de 2025 a 31 de janeiro de 2026, mais 5% a título de recomposição das perdas salariais e melhoria dos benefícios, como o vale refeição/alimentação
A postura patronal, baseada na intransigência e descaso para com os jornalistas desde o início das rodadas de negociação, beira o sarcasmo, com argumentos como “de que os trabalhadores precisam ter criatividade para superar os impasses nas negociações” – criados pelos próprios patrões, ou em bom português buscar alternativas precarizadas em relação ao que foi aprovado pela categoria na pauta de reivindicações, como forma de viabilizar negociação à proposta infame colocada aos trabalhadores.
As artimanhas dos patrões são várias e chegam a citar o acordo obtido pelos jornalistas de São Paulo como caminho a ser seguido. Bem, se é este é o caso a proposta patronal precisa rever o que foi apresentado, pois o acordo de SP contempla: reposição integral da inflação, ganho real nos pisos regionais e reajuste no vale-refeição acima da inflação.
O fato é que a diretoria do SJPMRJ não abrirá mão das reivindicações dos jornalistas cariocas e espera que na próxima reunião os patrões tragam algo de concreto e decente à pauta apresentada.




