A hegemonia política conquistada pela extrema-direita no Brasil no primeiro turno das eleições de 2026 é hoje uma ameaça real ao Estado Democrático de Direito, à soberania nacional, aos direitos dos trabalhadores e trabalhadores e aos avanços no campo social.
Diante do avanço da extrema-direita e do gravíssimo retrocesso democrático e institucional que se avizinha em caso de vitória de Flávio Bolsonaro na eleição do próximo dia 25 de outubro, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro renova o seu compromisso com a reeleição do presidente Lula.
A tropa de choque da extrema-direita, eleita no primeiro turno da eleição para o Senado e a Câmara Federal de forma a viabilizar seu projeto antidemocrático, já brada aos quatro ventos suas primeiras medidas.
Com a maioria obtida nas duas casas do Congresso, os próximos objetivos são intervir e tutelar o Supremo Tribunal Federal, e a cereja do bolo: mudar a Constituição para “redemocratizar” o país.
O objetivo é criar as condições para a perpetuação da família Bolsonaro no poder, em caso de vitória de Flávio no segundo turno. Seria o Brasil refém do clã!
No que se refere aos trabalhadores e trabalhadoras, o objetivo da extrema-direita liderada por Flávio Bolsonaro é ainda mais claro ao eleger os sindicatos como inimigo número 1, e assim inviabilizar qualquer ação das entidades sindicais na defesa dos direitos dos trabalhadores.
Buscam o fim do custeio sindical e o esvaziamento dos direitos e sua gradual desconstrução. Segundo porta-vozes da campanha do candidato da extrema-direita, é preciso pôr fim à “República Sindical” em benefício de seus interesses.
Uma desfaçatez com os trabalhadores e trabalhadoras.
Os “interesses” que eles defendem para os trabalhadores são a manutenção da escala 6×1, salário por hora trabalhada, negociação individual sobre o legislado, desvinculação do salário mínimo da aposentadoria e ausência de qualquer ganho acima da inflação.
Na área da Comunicação, medidas como a extinção da EBC – Empresa Brasileira de Comunicação – e da Ancine – Agência Nacional do Cinema –, já foram anunciadas. Na Cultura, a pura e simples extinção do Ministério da área.
Aliás, as lembranças dos anos entre 2019 e 2022 – sob a presidência do pai, Jair Bolsonaro, são as piores possíveis para os/as jornalistas, com ataques a categoria ou à forma como os trabalhos da imprensa são conduzidos pelos profissionais no país.
De acordo com o relatório divulgado pela Fenaj, foram 1.442 casos de violência contra jornalistas e ataques à imprensa.
A busca, de forma sistemática, por desacreditar a imprensa foi uma tônica no seu governo, passando para a população a imagem de que estaria sendo perseguido por ela e que, dessa forma, informações veiculadas não seriam confiáveis.
E até agora, ao que tudo indica, Flávio Bolsonaro seguirá a cartilha do pai. Por várias vezes acusou jornalistas durante a campanha de serem militantes a serviço veículos alinhados ao governo – basta que a pergunta feita questione alguma conduta sua em desacordo com seus interesses.
O recado da extrema-direita, através de Flávio Bolsonaro, no sentido do retrocesso e desmonte do Estado Democrático de Direito, está sendo dado em alto e bom som.
O momento é de união de todas as forças democráticas comprometidas com um Brasil soberano e justo. E ninguém pode ficar ausente desta luta!
Quem sabe faz a hora! Os estudantes demonstraram isto nesta quarta-feira, 7 de outubro, na Av. Rio Branco, no Centro do Rio de Janeiro.
Por um Brasil soberano, democrático e mais justo, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio de Janeiro segue junto com Lula e o povo brasileiro!




