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Sindicato dos Jornalistas repudia violência policial contra equipes de reportagem

Uma equipe de reportagem da TV Record foi expulsa da Cidade da Polícia, nesta sexta-feira, 12, à tarde, por dois policiais civis, que ainda atacaram verbalmente um repórter cinematográfico e um técnico. A repórter estava mais afastada e não foi vista pelos agentes.

Esse não foi o único caso de cerceamento do trabalho da imprensa na Cidade da Polícia. Uma repórter de um jornal impresso, que também não quis se identificar, relatou que estava na praça de alimentação da Cidade da Polícia neste mesmo dia, onde havia acabado de entrevistar o delegado Marcos Castro, bastante solicito à imprensa, e se dirigia para entrevistar outro delegado, quando foi impedida de exercer seu trabalho: “fui informada por uma agente para me retirar do local por ordem do delegado Marcelinho. Então, me dirigi à saída do prédio. Enquanto caminhava em um corredor em direção à saída, fui interceptada por um outro agente que segurava um fuzil. Ele colocou as mãos nas minhas costas e pediu para ir com ele até a rua. Disse que era ordem do delegado Marcelinho. Foi solicitado que os carros de reportagem também fossem retirados do estacionamento. Ficamos na calçada da Cidade da Polícia, onde tiros eram ouvidos a todo o momento”.

A direção do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro compreende o trabalho da Polícia, mas exige respeito com os jornalistas em atividade profissional e lembra que é papel da instituição policial zelar pela vida e pela defesa dos direitos fundamentais do cidadão.

Impedimento

A direção do Sindicato dos Jornalistas também se manifesta contrária à decisão da direção do clube Vasco da Gama de impedir as equipes de reportagem do jornal Lance! e do site UOL de cobrir o treino e participar da coletiva de imprensa que o clube fará neste domingo (14).
A proibição mostra que a direção do Vasco da Gama vai de encontro à liberdade de expressão, praticada por todos e proclamada em uma nação democrática como a nossa.