Em plenária realizada na quarta-feira (18), que contou com uma expressiva presença de trabalhadores (as), os jornalistas de jornais e revistas rejeitaram por unanimidade a proposta do sindicato patronal, nas negociações da Convenção Coletiva de Trabalho 2026/2027, que apresenta um fracionamento salarial com índices diferenciados.
Os jornalistas reafirmaram os itens que compõem a pauta de reivindicações enviadas aos patrões no fim de novembro: 100% do INPC para reposição integral da inflação acumulada de 1º de fevereiro de 2025 a 31 de janeiro de 2026 de 4,3%, sem fracionamento ou faixa salarial, com aplicação do mesmo índice para os benefícios.
Com relação ao reajuste no vale-refeição/alimentação, negado pelos patrões, os jornalistas da Editora Globo reivindicam sua equiparação ao valor do benefício que é concedido pela TV Globo aos profissionais daquela empresa. Também foi aprovado pela plenária a aplicação de aumento real de 3% para os salários.
O plano de assistência médica oferecido pela Editora Globo foi outro ponto destacado pelos jornalistas, que apontaram uma distorção na sua aplicação. De acordo com os trabalhadores, o plano oferecido pela empresa diferencia os jornalistas com salários menores, fracionando assim a concessão do benefício por faixas salariais. Dessa forma, jornalistas com salários mais baixos acabam tendo um plano de assistência médica de qualidade inferior àquele oferecido aos empregados com salários maiores.
O Sindicato buscará na próxima reunião com os patrões a discussão sobre essa prática que acaba por prejudicar os trabalhadores.




