Mobilização. Esta é a palavra de ordem para os jornalistas de radiodifusão, visando a assembleia que o Sindicato está convocando para o dia 28 de abril, em dois horários, às 14h e 20h, no formato virtual, quando estará em pauta a nova proposta dos patrões com relação à Convenção Coletiva de Trabalho de 2026.
A nova proposta traz em si avanços com índices de reajuste acima da inflação acumulada de 4,30% – referente ao período de 01/02/2025 a 31/01/2026 – para os pisos salariais, vale-alimentação/refeição e creche. Para os salários acima do piso, os patrões oferecem somente a reposição da inflação (4,30%).
A PROPOSTA: NOVOS VALORES COM OS ÍNDICES APLICADOS
- Piso (TV) – R$ 2.795,00/+ 4,47%;
- Piso (Rádio) – R$ 2.510,00/+ 4,42%;
- Salários acima do piso – + 4,30%;
- Vale-refeição – R$ 725,00/+ 4,51%;
- Auxílio-creche – R$ 630,00/+ 4,6%.
A proposta, entretanto, ainda fica aquém da Pauta de Reivindicações dos jornalistas cariocas. O sindicato patronal, por exemplo, não aceita retroagir o índice de reajuste salarial à data-base da categoria (1° fevereiro de 2026), oferecendo, em seu lugar, um abono salarial de 12,9% a ser pago, em uma só vez, quando a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) for fechada.
A retroatividade, como em anos anteriores, continua sendo negada sob a cortina de fumaça de um abono salarial não incorporável que impõe sérias perdas aos trabalhadores, com impactos negativos no FGTS, INSS (aposentadoria) e nas horas extras. Um prejuízo que se estenderá por toda a vida profissional do jornalista.
Ainda está em discussão uma nova redação para a cláusula relacionada ao vale-refeição/alimentação que traga proteção aos jornalistas. Reivindicamos que todas as empresas do setor de radiodifusão, independentemente de praticarem valor facial superior ao previsto na CCT, pratiquem, sem subterfúgios, o índice de reajuste que for acordado entre as partes ao fim da presente negociação.
Também está em pauta, na negociação ora em curso, o debate sobre alterações de redações propostas pelo sindicato patronal para cláusulas que estão presentes na CCT vigente. Nossa assessoria jurídica já apontou problemas nesses textos que podem trazer prejuízos para os jornalistas. Nesse sentido, uma minuta com proposições do Sindicato na abordagem a essas cláusulas já foi encaminhada aos patrões.
A próxima rodada de negociação ainda não está marcada. É imperativo que a categoria esteja em peso nas duas assembleias do dia 28 para que o Sindicato tenha o respaldo necessário na mesa de negociação.
Somente com unidade e mobilização obteremos um bom acordo na CCT de 2026.




