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Nota de pesar – LUIS CARLOS BARRETO

O Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro externa aqui o seu profundo pesar pelo falecimento nesta quarta-feira (22/7) do cineasta Luiz Carlos Barreto, aos 98 anos. Barretão, como era carinhosamente chamado, sai de cena como um dos maiores produtores e diretores de fotografia do cinema brasileiro.

O migrante nordestino deixou o Ceará e veio trabalhar no Rio de Janeiro como repórter fotográfico da revista O Cruzeiro, dos Diários Associados, na década de 1940. Filiou-se ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município em 1953 e seguiu militando pelo reconhecimento da atividade jornalística e dos trabalhadores de cinema.

Foi um dos impulsionadores da ideia de criação da companhia estatal Embrafilme, que garantiu recursos para o fomento da produção cinematográfica, com geração de empregos e difusão da cultura nacional, desvendando suas contradições, desigualdades e a miséria de um país em transformação, inclusive durante a ditadura civil-militar.

Como diretor de fotografia de “Vidas Secas”, dirigido por Nelson Pereira dos Santos, expôs uma luz intensa nas cenas filmadas no sertão nordestino que revelaram um Brasil desconhecido dos grandes centros consumidores de cinema. Sua produtora, a LC Barreto, foi responsável pela realização de 150 filmes nacionais. Entre os quais, os campeões de bilheteria ‘Dona Flor e Seus Dois Maridos’, ‘O Quatrilho’ e ‘O Que É Isso, Companheiro’.

Se as cortinas hoje se fecham em vida para o diretor que iluminava o cinema,
certamente elas permanecem abertas na memória que reverencia o talento de Luiz Carlos Barreto.

O cineasta estava internado desde segunda-feira (20) no Hospital Copa Star, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Ele tratava uma infecção pulmonar decorrente de uma pneumonia.

O velório será realizado nesta quinta-feira (23), às 11h, no Palácio da Cidade, em Botafogo. Após a cerimônia, o corpo será cremado no Memorial do Caju

 

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