O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro externa aqui o seu profundo pesar pelo falecimento do poeta e jornalista Luis Turiba, nesta quarta-feira (26), aos 76 anos, em Salvador (BA). Com uma trajetória que aproximou jornalismo, poesia e cultura, Turiba atuou em importantes veículos de comunicação, publicou livros e participou de momentos importantes da história do Ministério da Cultura (MinC).
Turiba morreu em casa em decorrência de complicações de saúde, incluindo um quadro pulmonar grave decorrente de sequelas da covid longa e insuficiência cardíaca, condição que já o havia levado a realizar uma cirurgia de ponte de safena aos 53 anos. O velório de Turiba acontece na tarde desta quinta-feira (27/8). A cremação será às 16h30, no Cemitério Jardim da Saudade
Nascido em Pernambuco, em 1950, Luiz Artur Toribio, conhecido como Luis Turiba, iniciou a carreira de repórter aos 23 anos, no Rio de Janeiro. Trabalhou em veículos como O Globo, editora Bloch/Manchete, Gazeta Mercantil, Jornal de Brasília e Correio Braziliense. Como jornalista, acompanhou acontecimentos importantes da história do país e teve seu trabalho reconhecido com dois Prêmios Esso de Jornalismo.
A poesia acompanhou toda a sua trajetória. Em 1977, publicou Kiprokó, seu primeiro livreto de poemas. Em Brasília, esteve entre os criadores da revista de invenção poética Bric-a-Brac, publicação que reuniu poesia, artes gráficas, fotografia e entrevistas e se tornou uma referência na cena cultural da capital. Em 1998, recebeu o Prêmio Candango de Literatura pelo livro-CD Cadê.
Entre suas publicações estão ainda Quetais, de 2014, Poeira Cósmica, de 2020, e Desacontecimentos, lançado em 2022. Radicado por décadas em Brasília, Turiba recebeu o título de Cidadão Brasiliense em reconhecimento à sua contribuição à cultura da cidade.




