A RecordTV segue aprofundando o seu processo de extrema precarização das relações de trabalho. Depois das dispensas de vários repórteres cinematográficos ocorridas pela manhã, a empresa voltou a demitir agora à tarde e o números de profissionais subiu para 10. A empresa adota a tática de demitir por grupos, para não caracterizar demissão em massa.
O fato é que as demissões realizadas nesta quarta-feira (1/4), em plena campanha salarial, são de extrema gravidade levando-se em conta que um dos itens da Pauta de Reivindicações é que as empresas não demitam durante a Campanha Salarial e no decorrer do ano.
A atitude da Record é um exemplo de que este item da pauta, uma justa reivindicação dos jornalistas, foi simplesmente jogado na lata do lixo do descaso pelo sindicato patronal e as empresas.
Em 2023 a RecordTV fez ajustes com demissões de jornalistas e repórteres cinematográficos. Portanto, não tem nenhum motivo para fazer isso em 2026, a não ser por estar buscando mão de obra barata, precarização com investimento em terceirização. A empresa vai na contramão do mercado. E tem ignorado as solicitações do Sindicato.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro repudia todas as demissões e práticas antissindicais, e principalmente a terceirização. Cabe destacar que teremos Audiência no Ministério Público do Trabalho, no próximo dia 8 de abril, em razão do Sindicato ter denunciado as várias irregularidades trabalhistas cometidas pela RecordTV.
O Sindicato mais uma vez se solidariza com todos os profissionais demitidos, coloca o seu jurídico a disposição dos trabalhadores e denuncia o arbítrio da RecordTV em plena Campanha Salarial.




