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Empresas de jornais e revistas faturam mais de R$ 1 bi

Ainda que lamentem queda na circulação, as empresas de jornais do Rio de Janeiro contabilizaram crescimento de 3,41% no faturamento com publicidade na comparação entre os anos 2011 e 2012. Pelo que indicam os números do Projeto Inter-Meios, o incremento na tabela de preços dos anúncios é bem maior que o reajuste reivindicado pelos jornalistas.

No município do Rio, empresas como Infoglobo – que edita os jornais O Globo, Extra e Expresso – e o Dia vêm negando, desde o início das negociações salariais deste ano, em fevereiro, um reajuste maior que o registrado pela inflação. A última proposta dos trabalhadores foi 7% (0,7% acima da inflação).

Ao mesmo tempo, os jornais faturaram, em 2012 no estado, um total exato de R$ 801.875.490,74 (R$ 26,4 milhões mais que no ano passado). E, nesta quantia, que representa 23,67% do total de verba de publicidade em todo o Brasil, não entra o dinheiro que chega pelos anúncios online. Caso essa verba seja incluída, o faturamento das empresas passa de R$ 1 bilhão.

A Associação Nacional dos Jornais (ANJ), representante das empresas, deixou clara a orientação para que os impressos cobrem por seu conteúdo na Internet. A ex-presidente da entidade, Judith Brito, confirmou isso em seminários.

O problema é que esta verba crescente das empresas com Internet não é revertida para os trabalhadores que produzem o conteúdo online. Dessa forma, eles acabam trabalhando de graça para os patrões. “As empresas vêm se negando a pagar adicional de reutilização ou republicação de material”, lembra a presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio, Suzana Blass. Na proposta deste ano, os trabalhadores pediram adicional de 50% por esta reutilização.

As negociações salariais com os patrões de jornais e revistas do Rio prosseguem durante o mês de maio. Neste ano, os empresários de impresso tentam fazer algo historicamente incomum: assinar acordo com reajuste diferente — mais baixo — do que o acertado na convenção de rádio e TV, que em março fechou em 7%.

No ano passado, a despeito das demissões, o setor de televisão do Rio de Janeiro faturou mais de R$ 2,32 bilhões. O montante representa crescimento de 9,81% em relação ao ano anterior.